Em qualquer período da História da Humanidade, informação e conhecimento sempre foram diferenciais estratégicos. Entretanto, no atual contexto de mercados globalizados e acelerados avanços e desenvolvimentos tecnológicos, que geram significativas mudanças nas estruturas sociais, econômicas e organizacionais, tais insumos já não são só diferenciais, e sim, básicos para toda e qualquer pessoa ou organização que almeje sua sobrevivência e qualificação.
Hoje, o gerenciamento de tais mudanças e tendências representa um dos maiores desafios empresariais. Pois, além de administrar mudanças tecnológicas, representa também administrar mudanças, por vezes profundas, na cultura organizacional. Visto que exige em parte a revisão e/ou recriação dos métodos produtivos.
Se a gestão da informação é um desafio empresarial, no âmbito das empresas públicas, este desafio se torna maior ainda. Pois, as empresas públicas, em sua maioria, apresentam-se caracterizadas pela ineficiência e pela hipertrofia de suas estruturas. Tais características, na maior parte das vezes, as levam a um estado de estagnação; tornando-as incapazes de darem respostas rápidas e de formular e implantar ações que as levem a cumprir o modelo renovado de inter-relação Estado-Sociedade.
Os atuais cenários e contextos sócio-político, econômico e cultural trazem consigo a necessidade de reformulação de posições, idéias e paradigmas. Não basta somente a conscientização superficial das organizações; é necessário que estas se posicionem e tomem ações efetivas no que diz respeito à valorização, uso e gestão da Informação e do Conhecimento. Política de Informação, Plano Diretor de Informática, Plano de Contingência são exemplos de ações que organizações, que já estando além da falácia, realizam para garantir-lhes a sobrevivência e a fuga do estado de estagnação.
Antes da compra de discursos prontos, soluções e pacotes tecnológicos miraculosos há de se ter definida, em primeiro lugar, quais as necessidades da organização quanto à demanda e oferta da Informação, tanto interna, quanto externamente. É através da elaboração de uma Política de Informação que se poderá mapear tais necessidades e definir um programa que possa coordená-las. E, somente então, outras ações poderão ser traçadas para se ter solidificada uma nova cultural organizacional; uma cultura de mudanças, de inovações e desenvolvimento.
Neste contexto, para que soluções tecnológicas adequadas sejam corretamente implantadas, é necessário que sejam analisadas as origens e causas da ineficiência dos sistemas de informação nas empresas. Pois, estas falhas estão, em sua maioria, ligadas intrinsecamente à própria estrutura organizacional, à burocracia, à cultura, atitudes e comportamentos organizacionais, além dos engessados processos de trabalho e das armadilhas no intercâmbio de informações.
Sendo assim, para que empresas, em especial as públicas, tornem-se organizações eficientes, capazes de aprender, adaptarem-se e sobreviverem às exigências do contexto atual, elas devem desenvolver, aperfeiçoar e ampliar seus sistemas de informação. Com isto, melhorariam significativamente seus serviços e produtos, além de reduzirem os custos da administração.
Tal nível organizacional só poderá ser alcançado através da interiorização da importância da informação e de práticas que revelem o papel estratégico da informação para o sucesso da empresa.