Abril 22, 2004

Utopia? Utopia! Utopia...


Na realidade plural da contemporaneidade, as subdivisões não são mais partitivas e, sim, criativas. Recriam, criam novas combinações e interações. Rompe-se o gelo, o gesso. Soltam-se as amarras e abrem-se as velas. Fluir... Seguir o fluxo incessante das mil vias, multi veredas espaciais, mais do que tridimensionais: ciber-espaciais.

Não há mais como afirmar o que é certo, correto; não há mais verdades únicas. Na pluralidade e na diversidade há o adequado, sem que com isto se perca os objetivos de qualidade.

Não se pode reduzir, muito menos simplificar o complexo através de dissecações disciplinares. A existência seja na cultura, na economia ou na ciência não se dá em universos paralelos. Não há caminhos retos, certos e unidirecionais. Anda-se, corre-se, vive-se em espirais randômicas que se cruzam, unem-se e afastam-se constantemente. E deste redemoinho tenta-se enxergar como o olho de ciclope, autodenominando-se único e possuidor do velo de ouro. O que se observa, independente do que seja, pode-se dizer único. Entretanto, são vários os olhares que a ele se incidem a analisa-lo e a descreve-lo.

A pluralidade não necessita de uma síntese...

O que se deseja é aprender a dar passos em outros caminhos que não os próprios. O que se deseja é a capacidade de captar as nuances dos outros olhares, sem toma-las como próprias. Apenas aprender e compreender a visão do outro...

Assim, seria possível romper com os monólogos umbicais e se poderia passar para o diálogo, para a comunicação criativa.

Abril 01, 2004

Gestão da Informação e Tecnologia nas Organizações-Parte II

Em qualquer período da História da Humanidade, informação e conhecimento sempre foram diferenciais estratégicos. Entretanto, no atual contexto de mercados globalizados e acelerados avanços e desenvolvimentos tecnológicos, que geram significativas mudanças nas estruturas sociais, econômicas e organizacionais, tais insumos já não são só diferenciais, e sim, básicos para toda e qualquer pessoa ou organização que almeje sua sobrevivência e qualificação.

Hoje, o gerenciamento de tais mudanças e tendências representa um dos maiores desafios empresariais. Pois, além de administrar mudanças tecnológicas, representa também administrar mudanças, por vezes profundas, na cultura organizacional. Visto que exige em parte a revisão e/ou recriação dos métodos produtivos.

Se a gestão da informação é um desafio empresarial, no âmbito das empresas públicas, este desafio se torna maior ainda. Pois, as empresas públicas, em sua maioria, apresentam-se caracterizadas pela ineficiência e pela hipertrofia de suas estruturas. Tais características, na maior parte das vezes, as levam a um estado de estagnação; tornando-as incapazes de darem respostas rápidas e de formular e implantar ações que as levem a cumprir o modelo renovado de inter-relação Estado-Sociedade.

Os atuais cenários e contextos sócio-político, econômico e cultural trazem consigo a necessidade de reformulação de posições, idéias e paradigmas. Não basta somente a conscientização superficial das organizações; é necessário que estas se posicionem e tomem ações efetivas no que diz respeito à valorização, uso e gestão da Informação e do Conhecimento. Política de Informação, Plano Diretor de Informática, Plano de Contingência são exemplos de ações que organizações, que já estando além da falácia, realizam para garantir-lhes a sobrevivência e a fuga do estado de estagnação.

Antes da compra de discursos prontos, soluções e pacotes tecnológicos miraculosos há de se ter definida, em primeiro lugar, quais as necessidades da organização quanto à demanda e oferta da Informação, tanto interna, quanto externamente. É através da elaboração de uma Política de Informação que se poderá mapear tais necessidades e definir um programa que possa coordená-las. E, somente então, outras ações poderão ser traçadas para se ter solidificada uma nova cultural organizacional; uma cultura de mudanças, de inovações e desenvolvimento.

Neste contexto, para que soluções tecnológicas adequadas sejam corretamente implantadas, é necessário que sejam analisadas as origens e causas da ineficiência dos sistemas de informação nas empresas. Pois, estas falhas estão, em sua maioria, ligadas intrinsecamente à própria estrutura organizacional, à burocracia, à cultura, atitudes e comportamentos organizacionais, além dos engessados processos de trabalho e das armadilhas no intercâmbio de informações.

Sendo assim, para que empresas, em especial as públicas, tornem-se organizações eficientes, capazes de aprender, adaptarem-se e sobreviverem às exigências do contexto atual, elas devem desenvolver, aperfeiçoar e ampliar seus sistemas de informação. Com isto, melhorariam significativamente seus serviços e produtos, além de reduzirem os custos da administração.

Tal nível organizacional só poderá ser alcançado através da interiorização da importância da informação e de práticas que revelem o papel estratégico da informação para o sucesso da empresa.

Março 30, 2004

Tomando decisões para solucionar problemas

Cada problema, situação e/ou não conformidade possui suas próprias peculiaridades e complexidade. Isto também é válido para as oportunidades. De maneira geral, o processo de solução se constitui por cinco etapas básicas. E independente de qual etapa estivermos envolvidos, Tomadas de Decisões nos serão requisitadas.

Etapa 1: Definir e Analisar o Problema
Nesta etapa é onde se busca a resposta mais clara para a pergunta: qual é o problema? Para tanto é necessário que se suspenda qualquer julgamento para que se possa reconhecer a importância deste problema e suas dimensões.

Etapa 2: Investigar e Compreender o Problema
Nesta etapa se investiga as características específicas do problema com uma visão ampla e sob vários pontos de vista, com o intuito de se definir quais são suas causas fundamentais.

Etapa 3: Selecionar a Melhor Solução
Nesta etapa, uma vez que já se teve o problema analisado, assim como também a identificação de suas causas, é o momento para a tomada de algumas decisões sobre as soluções possíveis, isto é, o que se deve ser feito.

Etapa 4: Projetar a Solução
Nesta etapa as soluções devem ser projetadas, tanto o projeto lógico, quanto o projeto físico. Tudo isto tendo como meta o bloqueio das causas fundamentais do problema.

Etapa 5: Implementar a Solução
Nesta última etapa, após serem projetadas e planejadas as soluções, elas são implementadas. Porém, para isto se requer o planejamento de uma estratégia para que a implementação funcione adequadamente. Este planejamento estratégico para implementação engloba: quando e como introduzir a solução; como explica-la aos demais colaboradores da organização; como e quem são os responsáveis no caso de se necessitar efetuar modificações na solução e como é feita a avaliação da mesma.

É aconselhável conhecer essas etapas e algumas ferramentas que podem nos ajudar, tais como a Análise de Pareto, o Diagrama de Causa e Efeito, entre tantas outras. Mas isto é a parte teórica e creio eu que todos que estejam exercendo, ou pretendem exercer, funções gerenciais já o sabem. O que percebo é que, para alguns, o que falta mesmo é praticar... Já deram conta disto?

Março 20, 2004

Gestão da Informação e Tecnologia nas Organizações - Parte I

Para que empresas tornem-se organizações eficientes, capazes de aprender, adaptarem-se e sobreviverem às exigências do contexto atual, elas devem desenvolver, aperfeiçoar e ampliar seus sistemas de informação. É neste ponto que a TI se torna peça fundamental. Pois, ao se alinhar ao planejamento estratégico propicia as mudanças organizacionais necessárias.

Entretanto, não é a tecnologia que determinará as necessidades de informação dos usuários para suas atividades organizacionais. Os SI devem conciliar os componentes de pessoal, atividades, tecnologia, cultura e estruturas e suas relações dentro da organização.

Hoje, a TI é uma poderosa ferramenta organizacional, capaz até mesmo de alterar as bases da competitividade e estratégias empresariais. Porém, para que isto possa ocorrer é necessário que esteja alinhada ao planejamento estratégico da empresa. Os Gestores de TI devem fazer com que os recursos existentes e os futuros investimentos em tecnologia assumam o papel de facilitadores.

Projetos variam muito em termos de finalidade, complexidade e volume de recursos empregados, porém, apesar das variações, os princípios de administração que devem ser utilizados são sempre os mesmos. A administração de um projeto é o processo de tomar decisões que envolvem o uso de recursos para realizar atividades temporárias, com o objetivo de fornecer um produto que atenda as necessidades e resolva um problema.

Quando ocorre algum problema (ou alguma não conformidade) é necessário que este seja o quanto mais rápido resolvido. De certo que isto gerará uma mudança e, principalmente levando-se em conta a TI, objetiva-se que esta mudança seja para melhor. Para que se efetive uma melhoria é necessário um planejamento prévio, que estabeleça metas de melhorias a serem alcançadas.

Administrar o dia-a-dia, os investimentos e as escolhas não pode apenas ocorrer por “achismos” ou “modismos”. É necessário que sejam criadas, adaptadas e/ou assimiladas metodologias e ferramentas de gestão para a gestão da TI nas organizações e, fundamentalmente, que também seja estabelecida uma Política de Informação.

Pois não se esqueçam que para uma informação ter realmente valor ela deve ser:

A INFORMAÇÃO CERTA, NA HORA CERTA, PARA PESSOA CERTA:
NEM DEMAIS, NEM DE MENOS!

Março 01, 2004

Não é magia...nem tecnologia...É GESTÃO!

Hoje, os mercados trabalham com (ou caminham para) a economia da informação e, neste contexto, a concorrência entre organizações baseia-se em suas capacidades de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz.

Logo, percebe-se a importância dos Sistemas de Informação (SI), pois estes são cruciais para que se possa construir um ambiente informacional que traga diferencial competitivo e que corrobore para o sucesso empresarial.

Por certo que a Tecnologia da Informação (TI) é um fator importante no que diz respeito ao aperfeiçoamento do uso da informação. Pois, um bom sistema de informação, por exemplo, pode suprir as necessidades operacionais de uma organização, tornando-a mais ágil e eficiente.

Entretanto, é necessário perceber que não é apenas a utilização de tecnologia, por mais avançada que esta seja, que se agregará valor à organização. O que realmente cria valor agregado é o uso adequado de tais tecnologias. Em outras palavras, é quando a utilização das tecnologias disponíveis faz com que se possa dar forma e controlar o meio ambiente, de modo que um grupo específico de atividades humanas possa ser empreendido com maior eficiência.

Agora, preste bastante atenção a esta dica, pois é umas das chaves de sucesso para um investimento efetivo em tecnologia: o uso da tecnologia adequada — tecnologia que não está nem além, nem aquém do que o necessário.

Sendo assim, deve-se estar atendo: o valor da TI depende da informação e do papel que esta desempenha na organização. Não se pode colocar o foco apenas no processo, isto é, no que a TI é capaz de fazer. Deve-se colocar também, e principalmente, no conteúdo que alimentará o sistema e que será de valor operacional e/ou estratégico para os usuários.

Janeiro 18, 2004

Divulgação, disseminação ou disponibilização?

Esses são termos que costumamos ouvir na midia, em debates técnicos, em conversas e até entre profissionais. Entretanto, observe... Como diz o antigo ditado: "Parecido não é igual!".

O que realmente significam?

Divulgação vem de divulgar, que por sua vez tem origem no latim: digulgare. Dentro do contexto e do entorno da Ciência da Informação, creio que os significados mais interessantes são os de "dar-se a conhecer" e "fazer-se popular". A meu ver, tais ações seriam da competência de profissionais de marketing, de publicidade e etc.

Disseminação vem de disseminar, que por sua vez tem origem no latim: disseminare. Dentro do contexto e do entorno da Ciência da Informação, creio que os significados mais interessantes são de "semear em diversas direções", "propagar" e " difundir".

E quanto à disponibilização?

Bem, esta eu realmente não sei dizer... Isto porque, segundo o Léxico da Academia Brasileira de Letras, não existe tal palavra. Nem o verbo disponibilizar. Os vocábulos que encontramos correlatos são "disponível" e "disponibilidade".

Então, concluo que como cientista da informação, como documentalista, como bibliotecária, eu tento incentivar a disseminação da informação. Principalmente por crer ser eu também uma agente social lutanto por uma Sociedade, que antes de se tornar a da Informação, que seja igualitária.

Portanto, contribuo para a divulgação das Ciências. Em parte contribuo tornando disponível através de produtos e serviços, das unidades de informação onde já atuei e atuo, as informações e suas fontes.

Janeiro 12, 2004

Acabou o que era doce...

Bem, como dizem por aí: "tudo que é bom dura pouco..." É... minhas férias acabaram. Retornarei a comentar alguns pontos relevantes, em minha opinião, sobre o momento que estamos vivendo. Ampliando um pouco mais, já que anteriormente este blog tinha como objetivo uma disciplina do meu MBA. Entretanto, agora, após cursada, resolvi mantê-lo (quase atualizado...rs*).

Como não preparei nada para o momento, deixo aqui uma dica para vocês olharem. É um site que foi apresentado no 31. Congresso Internacional de Geologia (Rio de Janeiro, 2000). É bem interessante, pois apresenta a Tabela de Tempo Geológico ("Time Scale") em uma linguagem mais pedagógica.

Então confiram: Tempo Geológico